Para atrair e reter talentos é preciso falar de cultura organizacional

Muito mais do que hábitos e comportamentos, uma cultura bem definida faz com que os objetivos da estratégia se tornem realidade

Muitas organizações já descobriram que o seu grande diferencial competitivo são as pessoas. Se as empresas desejam prosperar, elas precisam ter profissionais adaptáveis, inteligentes emocionalmente, com visão de negócio e comprometidos com resultados. Em pleno período pós-pandêmico, em que todos começam a retornar aos seus postos com modelos de escala híbrida ou totalmente presencial, o assunto em voga no momento entre os grandes líderes e gestores é a Cultura Organizacional. 

“As empresas precisam reter talentos e elas só conseguem isso à medida em que seus colaboradores se reconhecem na cultura da empresa ou, pelo menos, não sentem que ela as coíbe de alguma forma”, afirma Angela Halat Portugal, consultora e facilitadora em processos de desenvolvimento e cultura organizacional. “Neste sentido, para atrair e reter talentos e tornar a empresa mais competitiva é preciso falar de cultura organizacional”, completa. 

Segundo Angela, é ela que permite a entrega de resultados. "Estudos realizados por organizações de renome como McKinsey, Ram Charan, The Economist e Navatalent mostram que cerca de 70% das estratégias não conseguem atingir seus objetivos e a principal falha é a combinação de falta de suporte na cultura organizacional e falhas na execução”, diz. “Eu sempre falo que um grande objetivo para as empresas é ter um conceito focado no cliente e isso só se faz por meio de uma cultura forte em que as pessoas saibam para onde a empresa quer ir e como isso acontece na prática, garantindo que os objetivos da estratégia se tornem realidade. Para fazer isso, o papel do líder é fundamental”, acrescenta. 

 

Liderança e cultura organizacional 

"Cultura é mais do que a definição formal de propósito e valores. Ela está muito associada ao comportamento do líder. É muito “walk the talk” e o comportamento do líder é que vai dar esse exemplo. Para construir um conceito forte, a liderança é fundamental”, revela a consultora. 

Para cumprir esse papel, o gestor precisa ter consciência sobre quais são os seus valores pessoais e como eles se alinham aos da empresa. “Qual é o seu estilo de gestão; qual é o seu perfil pessoal e suas preferências; como prefere tomar decisões e se comunicar com a equipe. Tudo isso tem impacto no processo. O valor pessoal vai apontar para um lado e levar à uma decisão. E no processo de cultura, o líder deve se perguntar como a sua opção pessoal afeta a estratégia da empresa", explica. 

Angela lembra que a cultura organizacional é construída a partir de uma série de mensagens que são enviadas para os colaboradores por meio de símbolos e comportamentos. “Ela tem uma parte de sistemas e processos, mas também tem muito do jeito com que pessoas e lideranças se comportam; como as reuniões acontecem e como os orçamentos são definidos ao longo do ano. Para mudar, precisamos mudar essas mensagens e o gestores precisam ter essa responsabilidade”, explica. 

 

Desenvolvimento de Líderes 

Para trabalhar o mindset da cultura organizacional entre as lideranças, a Escola de Negócios do Sistema Fiep, por meio das Faculdades da Indústria, trabalha com o Programa Desenvolvimento de Líderes, que tem entre seus professores Angela Halat Portugal. Além de certificada no tema pelo Barrett Values Centre, no Reino Unido, e consultora em processos de desenvolvimento e capacitação em abordagens criativas pela Creative Education Foundation (EUA), Angela também é mestre em Administração de Empresa e professora de programas de educação executiva e de pós-graduação em importantes instituições de ensino. 

Com duração de dois meses, o Programa Desenvolvimento de líderes será realizado no Campus da Indústria do Sistema Fiep, no bairro Jardim Botânico, com início das aulas previsto para o dia 6 de junho. Acesse a página para mais informações e pré-inscrição.